Sim, eu deveria já estar pronta, ir para a rua
e conhecer o ano novo da cidade. Deveria? Não sei. Há uma pressão do mundo que o
último dia do ano deve ser imensamente feliz e divertido. Cada um com seu
programa para passar a virada. Muita comemoração. Confesso, sempre gostei desse
dia, mas tenho parado para refletir como há um peso com a mudança do ano. Afinal, no dia seguinte a vida continua igual não é mesmo? O ano muda, mas não muda nossa vida sozinho não...😛
E morar no exterior? Ahhhh, deve
ser maravilhoso, tem todo um glamour…
Só no instagram meu bem! na vida
real não é bem assim. É uma experiência incrível, é, but is not that easy baby. Estou
aqui sozinha e ainda não fiz muitos amigos (ô troço difícil, viu?). Acredito que
seja uma das maiores dificuldades quando mudamos de cidade. Eu poderia ir com
duas conhecidas ver os fogos, não estaria sozinha, maaas caros leitores, a
saudade bateu. A TPM também. E, não, eu não saí de casa no ano novo.
Admito que tentei forçar a
barra, me vestir e sair porque teoricamente eu tenho que aproveitar - é ano
novo, cidade nova, que felicidade! Parei e refleti, eu quero sair? Eu tenho
mesmo que fazer isso? Vi que não. Seria muito legal,
acredito que sim. Mas posso ficar em casa curtindo a melancolia dessa época do
ano, ficar no Skype conversando com meu marido e está TUDO BEM!
No meio desse misto de
sentimentos confusos em que eu choro descontroladamente e depois já estou dando
risada dos vídeos que recebo dos cachorros la do br, eu decido ficar.
Toda decisão tem suas consequências né? Sei que amanhã verei fotos e comentários
que foi tudo lindo. Paciência. Não quero, não vou e pronto.
Bebi água, fiz um lanche, deitei na minha cama quentinha com meu pijama quentinho do hipopótamo e to aqui escrevendo escrevi meu primeiro texto. Não sei se outros virão, mas o primeiro, após anos querendo tomar coragem e digitar palavras sobre assuntos aleatórios aqui, finalmente foi feito.
2017 foi aprendizado. Um ano que
me vi completamente sozinha. Hoje, na real, completam 93 dias longe de casa, do
marido e dos filhos. Eu e eu. O planejado não era esse - adapta e continua batalhando
pelos sonhos. Que 2018 venha com mais amor e realizações (e minha família completa
de novo. Nós quatro!)



Comentários
Postar um comentário